PALHAÇARIA MADE IN AMAZÔNIA

Cacompanhia de Artes Cênicas é uma companhia com sede em Manaus, que nasce do núcleo de pesquisa, por nome Clowntidiano, que é a por meio da aglutinação de Clown e cotidiano que motivou a formação de uma continuidade prática e teórica dessa linguagem, que se iniciou em 2013, pelo artista Jean Palladino. A companhia é formada por artistas circenses, de teatro, música e acadêmicos do curso de Teatro da Universidade Estadual do Amazonas, que se encontram na similaridade de uma pesquisa em comum, a figura do palhaço, desde sua tradição, números clássicos, até sua derivação para outros segmentos artísticos, os números intitulados como contemporâneos.

Alguns integrantes do grupo, de forma independente, buscaram um intercâmbio com artistas/mestres na arte do clown, dessa forma, as técnicas adquiridas com os artistas, Ricardo Pucceti (Lume Teatro) e Ésio Magalhães (Barracão Teatro) permite uma intercambialidade de novas possibilidades e olhares a respeito da linguagem do palhaço, trazendo na bagagem essa experiência que exordialmente criam questões a serem respondidas. Que palhaço (a) é esse (a) surge no norte do país, especificamente no Amazonas? Quais as influências dos palhaços (as) que já existem na cidade bem como cultura, clima e o próprio cotidiano da cidade?

Logo os questionamentos neófitos sempre serão motrizes, (entende-se motrizes como palavra de fluxo e mutáveis, por isso não adotamos a palavra matriz, que tem o sentido de molde) bem como o/a palhaço (a) é.  Dessa forma há uma necessidade de sair da sala de ensaio e a companhia decide iniciar seus trabalhos na reprodução dos números clássicos circenses com as especificidades de cada palhaço em cena, onde o grupo invade as praças e feiras da cidade, no segundo semestre de 2016, iniciando um processo que culminaria no primeiro trabalho oficial do grupo, intitulado Clowntidiano.

A Cacompanhia conta atualmente com os artistas: Francine Marie, Victor Figueiredo, Jean Palladino, Yago Reis, Klindson Cruz, Teffy Rojas, Richard Harts, Daniley Lima, Elton Barbosa e Stephane Bacelar no seu quadro fixo. Preocupada em propiciar escambo, a companhia convida artistas independentes ou de outros grupos para compor suas produções buscando esse rito de afetos possíveis na criação de diferentes obras. Intercambiar, difundir e resistir.

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